Data
1700a.C.
1700 a 1600 a.C. a c. 1550 a.C.data aproximada
Governantes vindos da Ásia dominaram parte do Egito e foram expulsos no século XVI a.C., episódio às vezes relacionado ao Êxodo sem prova direta.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
4 afirmações
Afirmações deste evento
O Egito era real e já mantinha contato com Canaã desde antes da escrita: egípcios iam a Canaã como viajantes, soldados, comerciantes e, quando Canaã estava sob seu domínio, administradores; cananeus iam ao Egito como migrantes, escravos e comerciantes (o próprio nome Canaã talvez derive de 'comerciante'). O hieróglifo e o reinado surgiram ali por volta do quarto milênio a.C.
Os hicsos (do egípcio 'governantes de terras estrangeiras') eram uma linhagem de governantes asiáticos, possivelmente da própria Canaã, que controlaram parte do Egito no século XVII a.C. e foram expulsos pelos egípcios nativos no século XVI a.C.
Interpretação contestada
A expulsão dos hicsos lembra o Êxodo (um novo rei que não se lembra de José e teme os israelitas, seguido da fuga de Israel), e alguns veem o domínio hicso como pano de fundo para a ascensão de José. Já o historiador egípcio Manetão, há mais de 2.000 anos, misturava as duas histórias. Os autores, porém, hesitam em ligar o Êxodo a um evento específico, pois o tráfego entre Canaã e o Egito era constante.
Contexto
A imagem bíblica de israelitas indo e voltando entre Canaã e o Egito, como agentes do governo egípcio ou escravos, é plausível em termos gerais. Mas mostrar que algo é possível não prova que o Êxodo ocorreu, e o silêncio das fontes fora da Bíblia leva alguns a concluir que não ocorreu.
§ 03Historiografia
O que os estudiosos discutem
Debate acadêmico · 01
O Êxodo ocorreu como narrativa histórica?
2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Núcleo histórico
Estudiosos que relacionam o relato a migrações entre Egito e Canaã
O trânsito de trabalhadores, escravos e fugitivos torna possível que uma memória de saída do Egito esteja por trás da tradição.
- B
Não demonstrado
Estudiosos céticos
A ausência de confirmação egípcia e o silêncio da Estela de Merneptá sobre uma origem externa impedem verificar o episódio.
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
James B. Pritchard, Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (Princeton, NJ: Princeton University Press, 1969).
Traduções de fontes do Antigo Oriente Próximo · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 32
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 8; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 8inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 9; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 9inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.