Afirmação
Os aristotélicos judeus diferiam dos adeptos da teologia racional (kalam) e dos neoplatônicos por estabelecerem um limite claro entre o conhecimento filosófico e o profético. Se pensadores como Saadia haviam sustentado que razão e fé sempre se conciliam, os aristotélicos afirmavam que eram dois conjuntos de conhecimento diferentes e que a filosofia devia operar sem considerar as verdades reveladas da Bíblia; só depois se poderia confrontar, e talvez harmonizar, filosofia e religião.
Referências
p. 171
apoia · texto principal · cap. 6
Efron, Lehmann e Weitzman. The Jews: A History. 3ª edição. Nova York e Abingdon: Routledge, 2019.
Âncora de verificação registrada · conferida contra o texto da página
p. 171
apoia · texto principal · cap. 6
Efron, Lehmann e Weitzman. The Jews: A History. 3ª edição. Nova York e Abingdon: Routledge, 2019.
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Debate acadêmico
Razão e revelação podem se contradizer?
3 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Harmonia sempre possível (Saadia)
Saadia Gaon
Razão e revelação sempre levam à mesma verdade, e não pode haver contradição entre a filosofia e a Torá revelada.
- B
Dois domínios do saber, só depois comparáveis
Os aristotélicos judeus
Conhecimento filosófico e profético são distintos, e a filosofia deve operar sem considerar as verdades reveladas; só depois se podem confrontar as duas.
- C
Uma diferença intransponível (Judá ha-Levi)
Judá ha-Levi
Só o povo judeu possui o espírito da profecia, e há uma diferença intransponível entre o conhecimento filosófico e o profético.