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ZAKHORIUM

Lugar · Síria, Mesopotâmia e Pérsia

Babilônia

Na Mesopotâmia existia havia muito uma comunidade judaica formada a partir do exílio.

32.5373°N 44.4250°E · coordenada representativa · Pleiades 893951 ↗

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Comunidades judaicas existiam havia muito fora de Judá, na Mesopotâmia e no Egito: algumas, como a da Babilônia, nasceram do exílio; outras, como a de Elefantina, de outras formas. O domínio helenístico aumentou seu tamanho e sua dispersão, por razões econômicas e políticas, incluindo carreiras militares a serviço dos Ptolomeus.

Comunidade: Exilados judaítas na Babilônia

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Tradição ou narrativa

O livro de Jeremias, segundo mais longo livro profético depois de Isaías, mostra como os judaítas se adaptaram ao cativeiro. Em Jeremias 29, uma carta que o profeta teria escrito aos exilados não os incentiva a esperar o retorno, mas manda que se estabeleçam nas cidades para onde foram levados: construir casas, plantar jardins, casar-se, ter filhos e buscar o bem da cidade, pois no bem dela estará o bem deles.

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Diante da devastação completa, Jeremias não propõe restaurar de imediato o que se perdera (a terra de Canaã, a independência de Judá, o Templo): pede que seu público se adapte, aceite por ora o domínio estrangeiro e faça vida no exílio, ao mesmo tempo em que prevê uma 'nova aliança' com Deus que no futuro restituiria o perdido em forma renovada.

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Os exilados não perderam a ligação com a vida anterior: o mesmo livro de Jeremias que os aconselha a se fixar também pede esperança de longo prazo na restauração de Israel, com relação renovada com Deus, dinastia davídica revitalizada e até um povo israelita reunificado. Textos como esse são a melhor evidência de como a sociedade judaíta sobreviveu ao impacto, apesar de perder tantas instituições centrais, por meio de um processo de adaptação criativa.

Comunidade: Judeus da Babilônia

Comunidades judaicas existiam havia muito fora de Judá, na Mesopotâmia e no Egito: algumas, como a da Babilônia, nasceram do exílio; outras, como a de Elefantina, de outras formas. O domínio helenístico aumentou seu tamanho e sua dispersão, por razões econômicas e políticas, incluindo carreiras militares a serviço dos Ptolomeus.

Comunidade: Judeus da Babilônia sob os partas

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A expansão romana pôs sob o mesmo governo a maior parte dos judeus do mundo, da Judeia e do Egito ao norte da África, à Ásia Menor, à Grécia e à própria capital. No século I d.C., fora do Império só restava uma comunidade judaica de peso: a do reino parta, que tomara dos selêucidas as terras a leste do Eufrates e rivalizava com Roma.

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Dos judeus da Pártia quase nada se sabe: a fonte principal, o Talmud babilônico, só ganhou forma nos séculos VI e VII d.C. Por isso, de 63 a.C. até a época talmúdica, a história judaica que se pode escrever é, na prática, a dos judeus do Império Romano.

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Os rebeldes também apostavam na Pártia, o grande rival de Roma no Oriente, com base no atual Irã; os partas já tinham ocupado Jerusalém por pouco tempo em 40 a.C. A ponte seria a numerosa comunidade judaica da Mesopotâmia, fora das fronteiras romanas.

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Emigrar também era uma saída. Depois de Bar Kochba, e com a crise econômica da Palestina no século III, até sábios rabínicos parecem ter partido para a Síria, a Ásia Menor e a Babilônia, esta especialmente atraente por ficar fora do Império. Os sábios que ficaram tentaram conter essa evasão, limitando a emigração e exaltando a vida na Terra Santa, sem sucesso. Um deles chegou a ler o exílio babilônico como um modo de Deus proteger os judeus dos decretos romanos.