
INV. 056 · Obra de arte
Diagrama das sefirot na Kabbala denudata
Esta é uma obra de arte moderna. Ela mostra como uma época posterior imaginou o passado, não como ele foi.
Diagrama impresso da estrutura das sefirot, que o livro descreve em prosa e em seu próprio diagrama (figura 7.4). É uma representação posterior, de uma obra cristã de estudos cabalísticos, e não um diagrama medieval.
Nota editorial: Imagem pequena e de data tardia; serve como ilustração, não como fonte medieval.
- Tipo
- Obra de arte
- Natureza
- Obra de arte modernaInterpretação artística posterior; não é documento da época.
- Data do objeto
- século XVIIO Commons identifica a imagem como da Kabbala denudata, de Knorr von Rosenroth, do século XVII; o livro não a menciona. A data é do metadado.
- Representa
- O esquema das dez sefirot, ordenadas em colunas.
- Instituição
- Obra impressa do século XVII (a conferir)
- Proveniência
- Kabbala denudata, Christian Knorr von Rosenroth.
- Imagem
- Christian Knorr von Rosenroth (Kabbala denudata, 17th century)Kabbala denudata sefirot
- Licença
- Public domain
- Consulta
- API do Commons, 14/10/2026
Contexto histórico com fonte
A cabala posterior desenvolveu a ideia das dez potências (esferas), as sefirot, num sistema complexo de forças inter-relacionadas que juntas compunham a divindade. A cabala apresentava um universo mítico em que 'Deus', o reino divino, era palco da interação das dez sefirot, todas contidas no Deus único.
Segundo os cabalistas, o mundo surgiu por um processo de 'emanação'. A raiz última de todo ser é o ein-sof, o 'Infinito', de onde brotam as camadas de emanação, descritas como raios de luz ou fluxos de água. As dez sefirot são os primeiros produtos dessa emanação, dispostas numa ordem específica de proximidade decrescente à origem, e formam uma estrutura complexa de dez manifestações do divino que interagem entre si e são parte do próprio reino divino.
As sefirot têm dois lados, esquerdo e direito, muitas vezes representados como o lado 'masculino' e o 'feminino' da divindade. A literatura cabalística emprega a imagem da união sexual para descrever como as sefirot da 'sabedoria' (hokhmah, à direita) e do 'entendimento' (binah, à esquerda) se unem para produzir as sete sefirot inferiores. Idealmente há equilíbrio perfeito entre os dois lados; se o do 'julgamento' se fortalece demais, dá força às forças do mal.
O diagrama do livro mostra as dez sefirot e suas relações. Keter é a mais alta, o ponto além do qual a mente não vai; a união de Hokhmah e Binah, aspectos masculino e feminino de Deus, produziu as sete sefirot inferiores. Os místicos acreditavam que os humanos espelhavam essa estrutura e, por isso, podiam influenciar Deus por suas ações, promovendo uma relação harmoniosa entre as partes do sistema.