Filósofo e líder judeu de Barcelona
Hasdai Crescas
חסדאי קרשקשHasdai Crescasgrafia editorial
Vida
c. 1340 a c. 1411
Autor do Or Adonai (1410), criticou o aristotelismo judaico e descreveu em carta os massacres de 1391, que arrasaram a comunidade de Barcelona.
O que as fontes dizem
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4 afirmações
O surgimento da cabala na Espanha cristã do século XIII não deve obscurecer a continuidade de outras facetas da criatividade literária judaica. Em filosofia, Hasdai Crescas, de Barcelona (c. 1340 a c. 1411), deu seguimento a uma longa tradição ilustre do judaísmo espanhol com o Or Adonai ('Luz do Senhor'), concluído em 1410, uma exposição sistemática dos dogmas centrais do judaísmo. Criticou o aristotelismo judaico medieval, como o de Maimônides.
Alguns estudiosos notaram a modernidade surpreendente da filosofia de Crescas, que 'prenuncia a revolução científica'. Ele argumentou, por exemplo, contra a noção aristotélica de espaço: enquanto os aristotélicos judeus sustentavam que o universo era finito, Crescas sugeriu que era aberto e infinito. A matéria, para ele, era uma entidade primária que existia em ato, e não mera potencialidade de ser.
Hasdai Crescas descreveu os acontecimentos de 1391 numa carta comovente enviada ao sul da França: em Toledo, os rabinos 'santificaram o Nome' em público e muitos se converteram por não suportar a pressão; no sábado seguinte, a comunidade de Barcelona foi atingida, com cerca de 250 mortos. O resto refugiou-se na fortaleza, onde as turbas os atacaram com arcos e catapultas; muitos morreram como mártires e os demais foram batizados, e só uns poucos fugiram para cidades senhoriais. Hoje, escreveu ele, não há ninguém conhecido como judeu em Barcelona.
Interpretação contestada
Enquanto Crescas fala de centenas de vítimas, outras fontes mencionam milhares, e o historiador Haim Beinart chegou a estimar que até um terço dos judeus da Espanha foi morto e outro terço batizado em 1391.