§ Debates · Cap. 2 · Tornando-se o Povo do Livro
Como os rabinos entendiam a lei bíblica e sua pena de morte?
2 posições · sem resposta única
Posição A · defendida por Os rabinos
Lei vinculante, elaborada pela Torá Oral
A revelação do Sinai incluiu uma Torá Oral, não registrada nos Cinco Livros e transmitida de Moisés a Josué, aos profetas e aos rabinos, que detalha a lei bíblica, introduz ressalvas e abre exceções.
Apoia-se em: p. 61
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Afirmações ligadas ao debate
- À pergunta sobre por que os judeus de hoje não aplicam a pena de morte bíblica, por exemplo, por juntar lenha no sábado, os autores respondem que o sentido da lei bíblica na cultura judaica foi moldado pelas ideias e interpretações dos rabinos, que surgem nos séculos após a destruição do Segundo Templo. Os rabinos viam os judeus de seu tempo como herdeiros da aliança do Sinai e entendiam que a lei bíblica continuava a obrigá-los, inclusive nos casos de pena de morte, mas entendiam que a revelação do Sinai incluía a Torá Oral, não registrada nos Cinco Livros e transmitida oralmente de Moisés a Josué, aos profetas e aos rabinos.
- A Torá Oral elabora a lei bíblica, define detalhes que a Bíblia não trata, introduz ressalvas e abre exceções. Rabinos de hoje não impõem a pena de morte pela violação do sábado porque creem que nenhum tribunal religioso atual tem autoridade para isso e, mesmo se existisse, parece duvidoso que os rabinos a aplicassem por ofensa tão leve. Interpretaram a Bíblia de modo a excluir na prática essa pena, exigindo um limiar altíssimo para provar a culpa (que o acusado tivesse sido advertido especificamente) ou sugerindo que a pena valia só para os dias da peregrinação no deserto.