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ZAKHORIUM

Data

1686d.C.

1686 a 1731

Mott documenta dezenas de episódios do Santo Ofício em São Paulo e destaca moradores de Piratininga queimados em Lisboa por judaísmo, corrigindo o foco exclusivo no Nordeste.

Antissemitismo e perseguiçãoHistória religiosaHistória políticaComunidades da diáspora23.5505°S 46.6333°W
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Novos mundos, Leste e Oeste: cada barra é um evento do período; em coral, este.

Narrativa com fontes

Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.

4 afirmações

01Além do Nordeste

Mott afirma que a Inquisição em São Paulo foi mais frequente do que a historiografia costuma admitir e localizou 47 episódios envolvendo moradores da capitania.

02Autos de fé e Piratininga

02

Dos brasileiros queimados em autos de fé em Lisboa, Mott destaca ao menos dois residentes dos planaltos de Piratininga: Teotônio da Costa (1686) e Miguel de Mendonça Valhadolid (1731), acusados de praticar a Lei de Moisés.

03

A acusação de judaísmo pairava sobre os cristãos-novos e servia à repressão religiosa na colônia.

04

No Brasil, cristãos-novos acusados de judaísmo puderam receber sentença de morte na fogueira.

§ 01Geografia

Onde aconteceu

Coordenadas de gazetteers (Pleiades para lugares antigos; Natural Earth e Wikidata para os modernos) sobre geografia física moderna (Natural Earth). Litorais e o Mar Morto mudaram desde a Antiguidade.
▮ carregando geografia

§ 03Historiografia

O que os estudiosos discutem

Posições apresentadas lado a lado, sem hierarquia, como as relata a fonte. A avaliação da fonte aparece separada.

Debate acadêmico · 01

O marranismo no Brasil colonial era sobretudo prática cripto-judaica ou visão de mundo?

2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →

  1. A

    Visão de mundo e sentimento

    Anita Novinsky

    Em Minas, ser marrano era mais sentimento e abordagem da vida do que criptojudaísmo ritual estável.

  2. B

    Assimilação quase total

    Historiografia que Novinsky critica

    Leituras que minimizam o papel dos cristãos-novos tratam a presença judaica colonial como residual ou irrelevante.

Avaliação da fonteA interpretação principal segue Novinsky; o contraste registra o silêncio historiográfico que ela combate.

§ 04Rede

Conexões

    § 05Bibliografia

    Para continuar

    • Luiz Mott, "Paulistas e colonos de São Paulo nas garras da Inquisição portuguesa," Revista USP, no. 45 (2000): 116-128.

      Inquisição na Capitania de São Paulo · recomendado em Mott, p. 116

    • Anita Novinsky, "O Tribunal da Inquisição em Portugal", Revista USP 5 (São Paulo, 1987): 91–98 (originally Folhetim, Folha de S. Paulo, 15 May 1987).

      A Inquisição portuguesa e os cristãos-novos · recomendado em Novinsky, p. 91

    § 06Aparato

    Fontes desta página

    1. 01Mott, p. 116inspecionar
    2. 02Mott, p. 116inspecionar
    3. 03Novinsky, p. 7inspecionar
    4. 04Novinsky, p. 92inspecionar
    • Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
    • Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
    • Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
    • Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
    • Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.