Lugar · Síria, Mesopotâmia e Pérsia
Bagdá
Nova capital muçulmana no Iraque, para onde se mudaram as academias de Sura e Pumbedita; ali se instalou um moinho de papel em 794.
33.3406°N 44.3919°E · coordenada representativa · aproximada · Natural Earth Baghdad ↗
Afirmações ligadas a este lugar
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No século VIII chegou ao Oriente Médio a técnica de fazer papel. As academias de Sura e Pumbedita tinham se mudado para Bagdá, a nova capital fundada pelos muçulmanos no Iraque, e lá passou a funcionar em 794 um moinho de papel, que multiplicou a circulação de livros. Os Gueonim, sem abandonar o ensino oral, aproveitaram o recurso: respondiam por escrito às perguntas de comunidades distantes (os responsa) e, no século VIII, autorizaram registrar por escrito o Talmude, embora como Torá Oral ele devesse ser transmitido de boca. A escrita reduziu um pouco sua autoridade, pois outros judeus passaram a tirar conclusões próprias do texto, mas espalhou o judaísmo rabínico babilônico pelas terras do Islã.
Comunidade: Judeus de Bagdá
Sob os abássidas, Bagdá se tornou a maior cidade do mundo islâmico e, ao que se estima, a maior do mundo fora da China. Era sede do califado e polo de comércio, atraindo imigrantes de todo o império e de além dele.
O exilarca (rosh ha-golah) se dizia descendente da dinastia davídica bíblica e representava a comunidade perante as autoridades do califado.
Com a mudança, os Gueonim, chefes das academias rabínicas babilônicas de Sura e Pumbedita, passaram a estar no centro político do império islâmico. No século IX as duas yeshivot se transferiram para Bagdá, onde seus líderes disputavam poder e influência com o exilarca, chefe nominal da comunidade judaica babilônica.
Comunidade: Judeus de Bagdá
De 202 mil habitantes, 80 mil, ou 40 por cento, eram judeus.
Quando os britânicos ocuparam Bagdá em março de 1917, judeus chamaram o dia de milagre.
Ezra Haddad escreveu que os judeus iraquianos tinham sido árabes antes de serem judeus.
Comunidade: Judeus iraquianos na ponte aérea
A Operação Esdras e Neemias, em 1950 e 1951, transportou por avião 100 mil judeus do Iraque. Quando o Iraque congelou os bens de quem partia, Israel vinculou o caso à indenização exigida para refugiados palestinos e neutralizou os dois pedidos.