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ZAKHORIUM

Imperador romano

Calígula

Atuação

37 a 41 d.C.

Desconfiado da lealdade judaica, quis instalar sua estátua no Templo; seu assassinato em 41 d.C. encerrou a crise. Fílon o vê como exceção negativa entre os imperadores.

O que as fontes dizem

Cada bloco é uma afirmação com fonte. Clique no número para ver a página citada.

3 afirmações

01

A maioria dos judeus provavelmente não via contradição entre ser fiel a Deus e viver sob Roma; a recusa de princípio era minoritária. Com o tempo, porém, ameaças concretas surgiram. A pior veio de Calígula, que, duvidando da lealdade judaica, mandou pôr no Templo uma estátua sua como Júpiter (Zeus, segundo a cronologia do livro). O governador Petrônio adiou a ordem, e o assassinato do imperador encerrou a crise antes de uma revolta.

02

Para Fílon, Augusto foi o soberano exemplar: trouxe a paz, uniu o mundo, civilizou os bárbaros e acabou com a pirataria; Calígula, ao contrário, foi péssimo, mas a seu ver a maioria dos sucessores agiu com benevolência para com os judeus. A arqueologia mostra o que inspirava esse juízo: aquedutos em Jerusalém e Cesareia, estradas, ruas e portos melhores.

03

Nas cidades mistas do norte da África, judeus conviviam com grandes populações de fala grega e nativas, e o convívio virava violência com frequência. Alexandria é o caso mais bem conhecido. Gregos e egípcios se ressentiam dos judeus, Roma atiçava a rivalidade ora tomando partido, ora jogando um grupo contra o outro, e os judeus, em posição insegura, temiam os vizinhos e às vezes os atacavam. Em 38 d.C. houve um tumulto antijudaico com muitas mortes e sinagogas destruídas; em 41, com a morte de Calígula, veio o revide judaico; em 66, nova luta terminou com um massacre de judeus pelos romanos.