Escravos, clérigos e a fronteira vigiada
Data
633d.C.
633 a 838 d.C.
Houve conversões do cristianismo ao judaísmo, provavelmente sobretudo de escravos de casas judaicas, e também de clérigos como Bodo, capelão de Luís, o Piedoso, em 838; as autoridades cristãs reagiram para manter a fronteira.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
4 afirmações
01De onde vinham os convertidos
Embora menos comuns que as conversões de judeus ao cristianismo, existem exemplos de conversão do cristianismo ao judaísmo, muitas vezes de clérigos treinados nas Escrituras. Bodo, capelão do imperador Luís, o Piedoso, converteu-se ao judaísmo em 838, adotou o nome hebraico Eliezer e fugiu para a Espanha muçulmana, onde ficou pelo resto da vida. Casas judaicas podiam incluir escravos e servos, que às vezes adotavam a religião dos senhores. A lei judaica estimulava a circuncisão e a conversão de escravos não judeus, e provavelmente a maior parte dos convertidos ao judaísmo vinha dessa população. Uma vez convertidos e libertados, tinham plena posição como prosélitos formais e a proteção da lei judaica.
02A reação cristã
A conversão de escravos preocupava profundamente as autoridades cristãs, que tentavam impedi-la. O IV Concílio de Toledo, em 633, publicou o documento 'Sobre a guarda de escravos': os judeus não deviam ter nem comprar escravos cristãos, e os que tivessem seriam retirados de seu domínio e libertados. A fronteira entre cristianismo e judaísmo permaneceu nítida porque as autoridades cristãs também a policiavam, e não só os judeus a defendiam.
Contexto
A carta registra queixas dos judeus contra cristãos que induziam escravos de judeus a se batizar para se libertar de seus senhores. O imperador tomou o partido dos judeus nessa questão, decretando que ninguém batizasse o escravo de um judeu sem o consentimento do dono.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Nenhuma leitura específica registrada para este evento.
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 190inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 186; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 186inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.