Pular para o conteúdo
ZAKHORIUM

General romano, filho de Vespasiano, depois imperador

Tito

Tomou Jerusalém e destruiu o Templo em 70 d.C. Se ordenou o incêndio ou não, é debatido. O Arco de Tito, em Roma, celebra sua vitória.

O que as fontes dizem

Cada bloco é uma afirmação com fonte. Clique no número para ver a página citada.

5 afirmações

01

Quando Vespasiano voltou a Roma para ser imperador, a campanha parou; seu filho Tito a retomou com um exército enorme e venceu em menos de um ano. As facções rebeldes se atacavam umas às outras pelo domínio do Monte do Templo, e a cidade estava lotada de refugiados e peregrinos da Páscoa. Uns seis meses depois do início do cerco, as muralhas cederam; em agosto de 70 d.C. o Templo foi destruído.

02

Interpretação contestada

Josefo isenta Tito: o incêndio teria partido de um soldado, sem ordem, e contra o desejo do general. Para alguns estudiosos, é mais uma tentativa de Josefo de proteger seus patronos imperiais; Tito, sustentam eles, deu a ordem de queimar o Templo.

03

Poucos monumentos da época impressionavam tanto. Josefo conta que, por isso mesmo, Tito relutou em destruir o Templo, que via como um 'ornamento' do Império.

04

Em Roma, o Arco de Tito celebra a vitória sobre os judeus na Primeira Revolta. Num dos relevos, uma procissão leva a menorá e outros despojos de Jerusalém. Os objetos foram guardados num templo romano e mais tarde roubados ou destruídos; a menorá, no entanto, continuou a ser símbolo judaico, presente em sinagogas de todas as épocas e no emblema do Estado de Israel.

05

Josefo não foi exceção: na Palestina (como os romanos chamavam a faixa entre o Mediterrâneo e o Jordão) e em Alexandria, muitos judeus não só aceitaram Roma como serviram a ela. Na família de Fílon, o sobrinho Tibério Júlio Alexandre chegou a governador-geral e foi o número dois de Tito no cerco de 70 d.C. O próprio Fílon via em imperadores como Augusto um reflexo das virtudes divinas.