18 / 19 bênçãos
Data
70d.C.
c. 70 d.C. a c. 900 d.C.data aproximada
A Amidá (Shemoneh Esreh) consolida-se como oração em pé diária. Langer distingue a estrutura de dezoito bênçãos (Terra de Israel) da normativa babilônica de dezenove; a prática viva (Nulman) mantém o nome 'dezoito' mesmo após o acréscimo.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
9 afirmações
01Nome e postura
No glossário de Nulman, Amidá significa literalmente 'em pé': as dezoito bênçãos (hoje dezenove) recitadas diariamente em pé; no Shabat e festas dizem-se sete, e no Musaf de Rosh Hashaná nove. Nulman registra que Shemoneh Esray ('dezoito') permanece o nome popular da Amidá mesmo depois de se acrescentar uma bênção, elevando o total a dezenove.
02Palestina e Babilônia
Segundo Langer, a estrutura original da oração em dias úteis era uma série de dezoito bênçãos (rito da Terra de Israel); o rito babilônico, que se tornou normativo sob os geonim, separou dois temas e chegou a dezenove bênçãos. Para Reif, é no contexto litúrgico geônico emergente que o livro de orações judaico faz sua primeira aparição, com diretrizes dos geonim sobre bênçãos e orações regulares.
03Performance
Langer descreve a Amidá modelada na oração de Ana (1 Sm 1:13): recitação silenciosa com lábios em movimento; com minian, o precentor a repete em voz alta e acrescenta a Kedushá na terceira bênção. Langer resume que os rabinos estruturaram a liturgia em torno de três núcleos: recitação do Shemá, Amidá e leitura da Escritura, embora muito mais tenha sido acrescentado com o tempo.
04Jerusalém na Amidá (Flusser)
Flusser situa a esperança pela reconstrução de Jerusalém e a conclusão 'construtor de Jerusalém' da bênção na Amidá no período do Segundo Templo, ligando-a ao Salmo 147:2. Flusser observa que a expectativa de reconstruir Jerusalém passou por várias transformações, mas suas origens remontam a destruições anteriores do Templo; após 70 EC difundiu-se a ideia de que a cidade e o Templo seriam reedificados por Deus.
Contexto
Reif observa que, embora o núcleo do Shemá e da Amidá esteja se formando nas fontes talmúdicas, a comunidade rabínica ampliada ainda carece de um Sidur compartilhado e não mostra abordagem uniforme nos detalhes entre agrupamentos.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Ruth Langer, Jewish Liturgy: A Guide to Research (Lanham: Rowman & Littlefield, 2015), ch. 5 (Weekday Prayers).
Orações de dias úteis: Amidá, Shemá e estrutura do Sidur · recomendado em Langer, p. 151
Stefan C. Reif, Judaism and Hebrew Prayer (Cambridge: Cambridge University Press, 1993).
História da oração hebraica do bíblico ao moderno · recomendado em Reif, p. 132
David Flusser, Judaism of the Second Temple Period, Vol. 2: The Jewish Sages and Their Literature (Grand Rapids / Jerusalem: Eerdmans / Magnes, 2009).
Ensaios sobre sábios e literatura do Segundo Templo (halakhá, liturgia, apocalíptica) · recomendado em Flusser, p. 16
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Nulman, p. 15inspecionar
- 02Langer, p. 151; Langer, p. 151inspecionar
- 03Nulman, p. 26inspecionar
- 04Reif, p. 132inspecionar
- 05Langer, p. 153inspecionar
- 06Langer, p. 17inspecionar
- 07Flusser, p. 50inspecionar
- 08Flusser, p. 48inspecionar
- 09Reif, p. 89inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.