Fonrobert e Jaffee
Data
200d.C.
c. 200 d.C. a c. 600 d.C.data aproximada
O Cambridge Companion enfatiza que 'literatura rabínica' é rótulo moderno, que a redação final obscureceu suas próprias pegadas e que os textos resistem a gêneros ocidentais fáceis.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
8 afirmações
01Categoria e redação
Fonrobert e Jaffee assinalam que o próprio termo 'literatura rabínica' é criação do estudo histórico moderno da tradição judaica; seria ininteligível para os produtores desses textos.
Segundo a introdução do Companion, quase nada se sabe sobre a última geração de sábios que editou o material e deu forma aproximada aos manuscritos; os produtores obscureceram as pegadas históricas da redação, e séculos separam a redação presumida dos primeiros manuscritos sobreviventes.
O Companion argumenta que os textos rabínicos desafiam classificação fácil e só com dificuldade se encaixam em categorias ocidentais como código legal, enciclopédia ou mesmo 'literatura'.
Goodman recomenda, para o movimento rabínico antes de 70, privilegiar a Mishná e outras fontes tannaitas do séc. III: esses textos indicam grupos de estudo de sábios já estabelecidos pelo menos um século antes da destruição do Templo.
Para Goodman, a tradição oral rabínica importa sobretudo como percepção: os sábios creram nela e nela viram autoridade vinda de Moisés, mesmo quando Bíblia e Josefo não registram tais cadeias.
02Oralidade, direito e lacunas
No Companion, a teoria de Lieberman inverte a intuição comum: em vez de a escrita fixar e autorizar, a fixidez teria sido oral e a autoridade caberia à versão performada de viva voz, restaurando a oralidade da Mishná (ainda que deixe aberta a emergência dos manuscritos).
Hezser (no Companion) nota que textos rabínicos tratam sábado, festas, pureza, circuncisão e imersão sem equivalente nos códigos civis romanos, e ainda misturam material não jurídico (anedotas, exegese, notas históricas).
Fraade (no Companion) pede modéstia ao catalogar variedades do judaísmo do Segundo Templo e suas práticas textuais: muito do que fica entre a Bíblia hebraica e a interpretação rabínica precoce pode simplesmente não ter sobrevivido.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Charlotte Fonrobert and Martin Jaffee, The Cambridge Companion to the Talmud and Rabbinic Literature (Cambridge: Cambridge University Press, 2007).
Novas perspectivas sobre o Talmude e a literatura rabínica · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 153
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Fonrobert e Jaffee, p. 3inspecionar
- 02Fonrobert e Jaffee, p. 3inspecionar
- 03Fonrobert e Jaffee, p. 3inspecionar
- 04Goodman, p. 161inspecionar
- 05Goodman, p. 161inspecionar
- 06Fonrobert e Jaffee, p. 50inspecionar
- 07Fonrobert e Jaffee, p. 150inspecionar
- 08Fonrobert e Jaffee, p. 100inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.