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ZAKHORIUM

410 a.C.

Data

410a.C.

410 a.C.

Depois que o templo de Elefantina foi destruído, em 410 a.C., a comunidade pediu a um governador persa que o reconstruísse.

História religiosaHistória política24.0900°N 32.8890°E
550 a.C.
500 a.C.
450 a.C.
400 a.C.
350 a.C.
Tornando-se o Povo do Livro: cada barra é um evento do período; em coral, este.

Narrativa com fontes

Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.

3 afirmações

01O pedido

O templo da comunidade era ameaçado pelos devotos de uma divindade egípcia, Khnum, deus da fonte do Nilo, e foi destruído em 410 a.C. Para restaurá-lo, os judaítas pediram ajuda ao governador persa Bagavahya. Em troca de apoio, a comunidade oferecia orar a Deus pelo governador no templo restaurado. Como os judaítas da Bíblia, buscava preservar-se aliando-se ao poder persa, com lealdade em troca de proteção contra populações locais hostis. A história do grupo mal pode ser seguida além desse esforço, e o templo talvez nunca tenha sido reerguido.

Contexto

Ao longo do século XIX vieram à luz documentos que revelaram uma comunidade judaíta (ou judaica?) do século V a.C. num lugar inesperado: Elefantina, pequena ilha no meio do Nilo, no sul do atual Egito.

§ 01Geografia

Onde aconteceu

Coordenadas de gazetteers (Pleiades para lugares antigos; Natural Earth e Wikidata para os modernos) sobre geografia física moderna (Natural Earth). Litorais e o Mar Morto mudaram desde a Antiguidade.
▮ carregando geografia

§ 03Historiografia

O que os estudiosos discutem

Posições apresentadas lado a lado, sem hierarquia, como as relata a fonte. A avaliação da fonte aparece separada.

Debate acadêmico · 01

A comunidade de Elefantina era judaica?

2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →

  1. A

    Sim, eram judeus

    Muitos estudiosos

    O termo com que se autodesignavam, 'yehudiyin', costuma ser traduzido como 'judeus', e há bons motivos: adoravam Javé (Yaho), tinham nomes iaveístas e guardavam dias santos como o sábado e a Páscoa.

  2. B

    Outro ramo da cultura judaíta

    Posição que os autores consideram menos anacrônica

    Chamá-los de judeus faz sentido se 'judeu' significar alguém de Judá ou descendente de judaítas, mas seria enganoso imaginar uma comunidade como a dos judeus de fontes posteriores: talvez seja menos anacrônico vê-la como outro ramo, separado, da cultura judaíta anterior.

Avaliação da fonteOs autores admitem as duas leituras e apontam as diferenças: o templo local em vez de Jerusalém e a ausência de textos bíblicos nos papiros.

§ 04Rede

Conexões

§ 05Bibliografia

Para continuar

  • William David Davies and Louis Finkelstein, The Cambridge History of Judaism, Volume 1, the Persian Period (Cambridge: Cambridge University Press, 1984).

    História judaica no período persa · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 60

§ 06Aparato

Fontes desta página

  1. 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 37inspecionar
  2. 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 37; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 37inspecionar
  3. 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 33; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 519inspecionar
  • Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
  • Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
  • Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
  • Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
  • Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.