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ZAKHORIUM

O mais notório dos governadores romanos

Data

26d.C.

26 a 37 d.C.

Brutal, desdenhoso da tradição judaica e incapaz de entender seus súditos, Pilatos parece típico dos governadores romanos das décadas anteriores à revolta.

História política31.7772°N 35.2350°E
50 a.C.
50 d.C.
100 d.C.
Entre César e Deus: cada barra é um evento do período; em coral, este.

Narrativa com fontes

Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.

6 afirmações

Pôncio Pilatos foi o mais famoso e o mais detestado desses governadores. Ocupou a prefeitura de 26 a 37 d.C., ou de 19 a 37 segundo uma proposta recente. Fílon o acusa de subornos, insultos, saques e execuções sumárias. Suas afrontas à tradição judaica geraram vários choques, mas o que lhe custou o posto foi a forma como tratou os samaritanos. Havia exceções: Fílon elogia Petrônio, governador que ajudou a evitar uma guerra sob Calígula. Em geral, porém, Pilatos parece representar bem os procuradores das décadas antes da revolta: violentos quando se tratava de manter a ordem, com poucas tropas, possivelmente corruptos e sem compreender os costumes dos judeus.

02Os judeus aos olhos de Roma

Um quadro do livro reúne opiniões de autores romanos sobre os judeus, da simpatia à aversão. Varrão (116 a 27 a.C.) achava que o Deus judeu era Júpiter sob outro nome, e o nome não importava. Cícero (106 a 43 a.C.) considerava os ritos judaicos incompatíveis com o prestígio de Roma e com os costumes romanos antigos. Sêneca, que se matou em 65 d.C., reclamava que os costumes judaicos se espalhavam a ponto de os vencidos ditarem regras aos vencedores. Tácito (56 a 117 d.C.) é o mais hostil: retrata os judeus como solidários entre si e hostis a todos os outros povos, e diz que os convertidos aprendiam a desprezar deuses, pátria e parentes.

Contexto

Afastado Arquelau, Roma mandou seus próprios administradores para a Judeia, funcionários de baixo escalão com o título de prefeito e, mais tarde, de procurador. Cruéis, corruptos e desdenhosos da tradição judaica, eles agravaram o atrito. A cronologia do livro data de 6 d.C. o início desse governo direto. Outras personagens dos evangelhos têm existência comprovada: Herodes, Pôncio Pilatos e até Caifás, sumo sacerdote quando Jesus morreu. Que Jesus foi crucificado, os estudiosos não duvidam; era o suplício cruel que Roma aplicava a bandidos e escravos para intimidar quem ousasse desafiar a ordem. Mas cada evangelho narra a execução a seu modo, e eles divergem até sobre o momento. A cronologia do livro data a morte em 30 d.C.

§ 01Geografia

Onde aconteceu

Coordenadas de gazetteers (Pleiades para lugares antigos; Natural Earth e Wikidata para os modernos) sobre geografia física moderna (Natural Earth). Litorais e o Mar Morto mudaram desde a Antiguidade.
▮ carregando geografia

§ 02Museu

Objetos e imagens

Cada peça indica se é um objeto antigo, uma fotografia moderna ou uma interpretação artística posterior.

§ 03Historiografia

O que os estudiosos discutem

Posições apresentadas lado a lado, sem hierarquia, como as relata a fonte. A avaliação da fonte aparece separada.

Debate acadêmico · 01

Quando Pôncio Pilatos governou a Judeia?

2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →

  1. A

    De 26 a 37 d.C.

    Datação principal adotada pelo livro

    Pilatos foi prefeito da Judeia entre 26 e 37 d.C.; é a datação que o livro dá no texto e na cronologia.

  2. B

    De 19 a 37 d.C.

    Alguns estudiosos recentes

    Alguns estudiosos recentes defendem que Pilatos assumiu o cargo já em 19 d.C., o que alongaria seu mandato para quase duas décadas.

§ 04Rede

Conexões

§ 05Bibliografia

Para continuar

Nenhuma leitura específica registrada para este evento.

§ 06Aparato

Fontes desta página

  1. 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 94; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 520inspecionar
  2. 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95inspecionar
  3. 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95inspecionar
  4. 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 95inspecionar
  5. 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 94; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 520inspecionar
  6. 06Efron, Lehmann e Weitzman, p. 110; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 110; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 520inspecionar
  • Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
  • Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
  • Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
  • Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
  • Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.